Archive for agosto \15\UTC 2008

Judô volta com três medalhas

15, agosto, 2008

* Danielle Zangrando

O Brasil terminou sua participação no judô nos Jogos Olímpicos de Pequim com três medalhas de bronze, ganhas pelos dois judocas do peso-leve Ketleyn Quadros e Leandro Guilheiro e pelo meio-médio Tiago camilo. Bom ter medalhas!

O Brasil ainda ficou com o quinto lugar com a meio-pesado Edinanci Silva e os sétimos lugares de Eduardo Santos e João Gabriel Schlittler.

O peso-pesado João Gabriel, de 23 anos, medalha de bronze no mundial de 2007, foi o último a lutar na China. Venceu, na estréia, o ucraniano Yevgen Sotnikov, por yuko.

Na luta seguinte, João Gabriel teve dificuldade para vencer o atleta da Estônia, Martin Padar, no golden score (prorrogação) por yuko.Devido ao desgaste da luta anterior, o brasileiro foi derrotado pelo cubano Vidal Brayson por ippon de imobilização, o mesmo judoca que o derrotou no Pan do Rio, no ano passado.

Na repescagem, João passou fácil pelo libanês Rudy Hachache por ippon.Na final da repescagem enfrentou o atual campeão mundial, o francês Teddy Riner. Schlittler jogou de ippon logo no início da luta, que não foi marcado pela arbitragem.

Na seqüência, o francês venceu por ippon. Na minha opinião, infelizmente, houve erro de arbitragem. O francês e o cubano que derrotaram Schlittler ficaram com a medalha de bronze. No judô, são distribuídos dois bronzes.

Danielle Zangrando

Danielle Zangrando, de 28 anos, é judoca da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Já disputou Olimpíada e sabe a sensação. Desta vez, estará aqui no Brasil como comentarista da Globo e do SporTV. Danielle confessa seu amor ao esporte e ao judô.

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Que pena, quase deu para Edinanci!

14, agosto, 2008

* Danielle Zangrando

No penúltimo dia da participação do judô brasileiro nos Jogos Olímpicos de Pequim, na categoria meio-pesado, Edinanci Silva (-78 kg) fez bonito e chegou muito perto do pódio chinês. Mas a medalha acabou escapando. Que pena!

O título e uma das últimas esperanças de medalha de ouro olímpica, Luciano Côrrea (-100 kg), foi derrotado na primeira luta pelo campeão europeu, o holandês Henk Gol por ippon.O holandês chegou na semifinal e Côrrea voltou para o tatame para lutar na repescagem. Teve dificuldade, mas venceu o medalhista de bronze em Atenas/2004, o israelense Ariel Zeevi, a um minuto do final. Na luta seguinte, Luciano deu adeus ao sonho olímpico ao perder para o polonês Przemyslaw Matyaszek por ippon.

Já a paraibana Edinanci Silva, bronze nos Mundias de 1997 e 2003, a única judoca brasileira a participar de quatro edições de Jogos Olímpicos, foi derrotada, na estréia, pela espanhola Esther San Miguel por yuko. Na repescagem, passou fácil pela russa vice-campeã européia Vera Moskalyuk. Encheu o placar de pontos com os seus golpes, o que aumentou sua confiança para a luta seguinte.

Com muita personalidade, força e disposição, Edinanci derrotou a italiana Lucia Morico. Nem precisou de dois minutos de luta para isso. E na final da repescagem enfrentou a mongol Lkhamdegd Purevjargal e também venceu fácil por ippon.

Mas na disputa da medalha de bronze, Edinanci foi surprendida pela coreana Gyeongmi Jeong com um maki-komi (técnica de quadril) e uma imobilização por 25 segundos. Perdeu a luta e terminou o torneio olímpico em 5° na sua categoria.

As lutas que começam na madrugada dessa sexta-feira marcam o fim das disputas do judô nos Jogos Olímpicos de Pequim. João Schlinter, medalhista de bronze no Mundial do ano passado, tem tudo para brilhar e conquistar mais uma medalha olímpica.

Boa sorte, João! Fica a nossa torcida.

Danielle Zangrando

Danielle Zangrando, de 28 anos, é judoca da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Já disputou Olimpíada e sabe a sensação. Desta vez, estará aqui no Brasil como comentarista da Globo e do SporTV. Danielle confessa seu amor ao esporte e ao judô.

Jovens promessas do judô

13, agosto, 2008

* Danielle Zangrando

Dois jovens talentos subiram no tatame na jornada da categoria médio do judô na Olimpíada de Pequim: a gaúcha Mayra Aguiar (-70kg), de apenas 17 anos, e o paulista Eduardo Santos, de 25 anos. Ambos se destacam pelo vigor físico.

Mayra perdeu na primeira luta para a espanhola Leire Iglesias, vice-campeã européia, por dois yuko (pontuação média) contra um yuko e um koka (pontuação mínima).Para Mayra voltar, na respescagem, a espanhola precisava chegar na semifinal, mas isso não ocorreu.

Já Eduardo Santos começou avassalador.Diante do chinês Yanzhu He mostrou muita disposição e venceu por ippon. Na luta seguinte mais um ippon fantástico, contra o venezuelano José Camacho.Mas o francês Yves-Mattthieu Dafraville desviou o caminho de Eduardo na conquista do ouro olímpico.

Eduardo jogou o adversário (yuko), mas os árbitros marcaram para o francês, equivocadamente. Na seqüência, Eduardo foi imobilizado e teve que mirar seu objetivo na medalha de bronze. Na primeira luta da repescagem venceu o italiano Roberto Meloni, bronze no mundial de 2007, com outro ippon, demonstrando muita personalidade e alto nível técnico.

Na final da repescagem fez um combate equilibradíssimo com o vice-campeão mundial de 2003, o suíço Sergei Aschwanden.Foram dez minutos de luta e Eduardo perdeu na bandeira, (decisão dos juízes, quando a luta termina empatada no golden score, a prorrogação).O suíço venceu a disputa do bronze diante do russo Ivan Pershi e Eduardo, na sua primeira olimpíada, terminou em sétimo lugar.

No balanço geral o paulista fez cinco lutas, venceu três por ippon e sofreu duas derrotas.Para quem chegou em Pequim como ‘zebra’ saiu com um resultado muito positivo. Afinal, ele está há apenas oito meses na seleção brasileira.

Continuamos na torcida!

Danielle Zangrando

Danielle Zangrando, de 28 anos, é judoca da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Já disputou Olimpíada e sabe a sensação. Desta vez, estará aqui no Brasil como comentarista da Globo e do SporTV. Danielle confessa seu amor ao esporte e ao judô.

De olho na natação, no nado sincronizado e na Jade

13, agosto, 2008

*Bia e Branca

Oi galera do blog!

Estamos empolgadas com esse período olímpico. Vamos acompanhar essa grande festa, com os representantes de cada país lutando para conquistar uma medalha.

Serão tantos esportes que nem sabemos direito o que ver. Claro que o nado sincronizado e a natação terão a nossa prioridade.

Acreditamos que o nado sincronizado brasileiro, de 18 a 23 de agosto, tem condições de ir muito bem nesses Jogos e chegar à final, melhorando a classificação da Olimpíada passada. As favoritas são as equipes da Rússia e da Espanha.

Estamos torcendo muito para as nossas amigas Lara e Nayara, do dueto, que são ótimas pessoas e representarão com muita vontade o nosso País.

Na natação, faremos parte da torcida “Vai Thiago”. Somos fãs dele e do César Cielo, esperanças de medalhas do Brasil na modalidade.

Também tentaremos acompanhar as competições de vôlei, futebol, saltos ornamentais e ginástica olímpica. Esperamos que tudo dê certo para a Jade Barbosa, pois ela é uma fofa!

Vamos mandar bastante energia positiva para eles lá em Pequim!

Beijos

Bia e Branca – As gêmeas, de 20 anos, são integrantes da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Formam um dueto harmonioso no nado sincronizado brasileiro.

Brasil conquista mais uma medalha no judô

13, agosto, 2008

*Danielle Zangrando

Olá amigos!

O quarto dia de competições olímpicas do judô não começou bem. Danielli Yuri, do Brasil, na categoria meio-médio(-63kg) iniciou a luta ganhando por wazari da sul-coreana Ja-Young Kong. Mas logo em seguida foi surprendida por um ippon de uchi-mata (técnica de perna).A coreana não chegou na semifinal e acabou com a chance de Yuri voltar na repescagem.

Depois de João Derly, a maior aposta de medalha de ouro do judô brasileiro, o campeão mundial e vice-campeão olímpico em Sydney/2000, Tiago Camilo, foi derrotado nas quartas-de-final.

Na primeira luta venceu fácil o japonês Takashi Ono por wazari. A impressionante variação técnica fez com que Camilo ganhasse a segunda luta, diante do iraniano Hamed Malek Mohammadi, por ippon. Mas na luta que valia a vaga na semifinal, Tiago foi surpreendido pelo alemão Ole Bischof por dois wazaris.O alemão acabou sendo campeão olímpico.

Já na repescagem, Tiago recuperou o ânimo e derrotou o britânico Euan Burton por wazari. Na disputa do bronze, foi superior, contra o holandês Guillaume Elmont, e venceu por ippon de estrangulamento.

Mesmo sabendo que Tiago Camilo era um forte candidato ao ouro o bronze foi muito comemorado e importante, pois além de Aurélio Miguel e Leandro Guilheiro, Tiago Camilo é o outro judoca que passa a ter duas medalhas olímpicas na história do judô brasileiro (foi prata em Sydney/2000).

Mais uma vez o medalhista em Pequim foi da categoria meio-médio (até 81kg). É muito bom ver o Tiago vibrar com esse feito.

Parabéns ao Tiago!

Danielle Zangrando

Danielle Zangrando, de 28 anos, é judoca da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Já disputou Olimpíada e sabe a sensação. Desta vez, estará aqui no Brasil como comentarista da Globo e do SporTV. Danielle confessa seu amor ao esporte e ao judô.

Brasil conquista suas duas primeiras medalhas no judô

12, agosto, 2008

*Danielle Zangrando

Olá amigos internautas.

Eu participei de uma jornada histórica para o judô brasileiro.Fiquei mais de 30 horas no ar, na madrugada e durante grande parte do dia de segunda-feira, por causa das transmissões da TV Globo e do SporTV (atuo como comentarista), acompanhando o judô. Mas valeu muito a pena!

Na categoria leve, o Brasil ganhou duas medalhas de bronze. Leandro Guilheiro conquistou sua segunda medalha olímpica de bronze, repetindo o pódio dos Jogos de Atenas/2004 e igualando-se ao ídolo Aurélio Miguel que tem duas medalhas olímpicas (ouro em Seul/1988 e bronze em Atenas/1996).

Mas me emocionei muito com Ketlyn Quadros. Ela foi bem longe. No mesmo dia bateu três recordes. O mais importante: foi a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha num esporte individual em Olimpíada. Foi a primeira medalhista nos Jogos de Pequim. E ainda, a primeira mulher do judô a ganhar uma medalha.

O judô feminino estreou nos Jogos Olímpicos de Seul/1988 como esporte de exibição – não valia medalha. Em Barcelona/1992, já integrado ao programa olímpico, passou a valer medalhas. E desde então, o Brasil ainda não tinha ganho a sua. Ketleyn foi brilhante! Fez uma participação irretocável, com muita determinação, maturidade e um vigor físico invejável.

Na primeira luta venceu a coreana Sin-Young Kang por yuko.Na luta senguinte perdeu, por koka, para a holandesa Deborah Gravestin, que acabou ganhando a prata olímpica.Na repescagem, teve uma parada duríssima. Venceu a campeã olímpica Isabel Fernadez no golden score (prorrogação) por shido (punição).Na quarta luta, venceu a japonesa Aiko Sato, medalha de bronze no Mundial de 2007, garantindo vaga para disputar a medalha de bronze. Na briga pelo bronze fez mais uma luta emocionante, com a australiana Maria Pekli que, na verdade, é naturalizada húngara.A vitória veio com um ippon (o golpe perfeito) no golden score.

Ketleyn foi a escolhida para concretizar o sonho de todas as judocas que representaram o Brasil nos últimos anos.O mérito da conquista é todo seu, mas sem dúvidas todas contrubuíram um pouco para esse resultado inédito.Principalmente a técnica Rosicléia Campos que tanto batalhou para o reconhecimento do judô feminino.Que a conquista de Ketleyn, da mesma categoria em que eu luto, sirva de inspiração para as outras judocas brasileiras que ainda irão lutar em Pequim. E no futuro também.

Vamos equipe!!!

Danielle Zangrando

Danielle Zangrando, de 28 anos, é judoca da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Já disputou Olimpíada e sabe a sensação. Desta vez, estará aqui no Brasil como comentarista da Globo e do SporTV. Danielle confessa seu amor ao esporte e ao judô.

A força do taekwondo brasileiro em Pequim

11, agosto, 2008

*Stephanie Morales

Oi pessoal do blog!

Chegou o momento de torcermos por nossos atletas na Olimpíada de Pequim.

Treinei nos últimos meses com o Márcio Wenceslau e a Débora Nunes, que estão na China para as lutas do taekwondo, ao lado da Natália Falavigna.

Pelo que pude ver, eles estão bem preparados e motivados. Tenho certeza de que o taekwondo ajudará o Brasil a subir no quadro de medalhas.

Vou acompanhar meus companheiros pela televisão, torcendo muito para que eles consigam ir bem. Sei que se esforçaram para isso.

Além do taekwondo, vou acompanhar o vôlei, principalmente o feminino, que é outro esporte que deve trazer medalhas para o nosso País.

Desejo que tudo dê certo para a delegação brasileira!

Stephanie Morales

Stephanie Morales, que completa 15 anos no dia 8, data da cerimônia de abertura dos Jogos de Pequim, integra a seleção brasileira júnior de taekwondo e a equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Como outros atletas brasileiros ficará ligada na TV.

O Brasil tem um vôlei forte

8, agosto, 2008

*Leila Gomes de Barros

Olá pessoal!

Vou comentar os Jogos para a TV Globo, mas não o torneio masculino de vôlei de praia. O Emanuel, meu maridão, vai jogar com o Ricardo e seria muito difícil não comemorar. Por ele, quero torcer! Mas vou comentar o vôlei de praia feminino. E alguns jogos do vôlei de quadra também.

Eu estava feliz pela recuperação da Juliana, o bom humor e a confiança dela no desembarque em Pequim. E fiquei triste de saber que ela abriu mão de disputar os Jogos por não estar suportando as dores no joelho direito. Se não houvesse a lesão, era indiscutível que ela e Larissa estariam no pódio.

Juliana tentou, fez tudo o que podia. É hora de dar apoio à ela e força para Ana Paula, que vai jogar com a Larissa. Acho que a dupla fica forte com a chegada da Ana. Elas vão ter que conversar muito e tentar minimizar a falta de entrosamento. Talita e Renata são jovens, mas têm bons resultados.

Acho que a Wash e May, dos Estados Unidos, formam a dupla a ser batida. Elas defendem o bicampeonato olímpico.

Mas acredito na força do nosso vôlei e que vamos trazer medalhas. Estamos entre os favoritos no masculino e no feminino, na quadra e na areia. O esporte ensina que é na bola que se ganha e nós somos fortes.

Estou confiante!

Beijos!

Leila.

Leila, de 36 anos, é parceira de Sandra Pires no vôlei de praia. Tem duas medalhas de olímpicas no vôlei de quadra, conquistadas nos Jogos de Atlanta/1996 e Sydney/2000, e é campeã pan-americana, em Winnipeg/1999.

Judô tem tradição olímpica

7, agosto, 2008

*Danielle Zangrando

Olá pessoal!

A partir deste sábado, 9 de agosto, vamos acompanhar as disputas na Olimpíada de Pequim. Os melhores atletas do mundo estarão reunidos para a realização de um sonho que poucos vão alcançar: as medalhas. Vou acompanhar tudo de pertinho, especialmente o judô. Amo o esporte – ainda sou atleta – e vou ser comentarista da Globo nas madrugadas. À tarde estarei nos programas do SporTV.

Queria dizer que o judô tem tradição olímpica. Juntamente com o iatismo e o atletismo sempre traz medalhas para o Brasil. Foram 12, desde 1972, e há seis olimpíadas consecutivas.

O judô é dividido por categorias de peso, são sete no feminino e sete no masculino.

Comecei a lutar com cinco anos, uma época em que não havia mulheres na academia. Eu ia aos treinos do meu irmão. Ficava fora, imitando. Um dia, o sensei (professor) me chamou para a aula. Meu pai achou que eu ia apanhar bastante e desistir rapidinho. Mas isso não aconteceu.

Fui precoce. Aos 13 anos fiz minha primeira viagem internacional. Aos 15, fui a primeira mulher a conquistar uma medalha em mundial para o Brasil (bronze). E aos 16 era a atleta mais jovem do Brasil na Olimpíada de Atlanta/96.

Não tive uma adolescência normal. Era regrada, não ia às festinhas, ao shopping. Mas não me arrependo porque o esporte me trouxe coisas bem positivas. Conheci culturas diferentes, fiz amizades, aprendi. Faria tudo de novo!

Mas sem o apoio da minha família e de patrocinadores como o Banco Cruzeiro do Sul seria impossível. O atleta depende de apoio para obter resultados. Os fãs também fazem parte das conquistas.

Como todo mundo que gosta de esportes, apesar do horário contra, tentarei ver todos os esportes. Vamos torcer juntos!

Danielle Zangrando, de 28 anos, é judoca da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Já disputou Olimpíada e sabe a sensação. Desta vez, estará aqui no Brasil como comentarista da Globo e do SporTV. Danielle confessa seu amor ao esporte e ao judô.

Atletas formam time de comentaristas olímpicos

6, agosto, 2008

Sandra e Leila (vôlei de praia), Danielle Zangrando e Daniel Hernandes (judô), da equipe Banco Cruzeiro do Sul, farão comentários para emissoras de TV

São Paulo (SP) – O Brasil terá mais do que os 277 atletas inscritos nos Jogos Olímpicos de Pequim, que serão disputados a partir deste sábado até o dia 24. São atletas que não obtiveram índices, mas estão entre os comentaristas convocados pelas emissoras de TV para uma Olimpíada paralela. Eles treinaram para dar ao País informações técnicas e específicas sobre cada um dos 28 esportes do programa olímpico. Leila e Sandra, do vôlei de praia, Danielle Zangrando e Daniel Hernandes, do judô, estão entre os atletas do Banco Cruzeiro do Sul que vão comentar a Olimpíada.

Sandra trabalha para a Globo e o SporTV, em Pequim. Leila, sua parceira, também fará dupla com ela nas mesmas emissoras, mas no Rio de Janeiro. Danielle Zangrando estará ao vivo, nas madrugadas da Globo e nas mesas-redondas sobre judô no SporTV. Daniel Hernandez fará comentários para a Bandsports.

Sandra Pires, de 35 anos, que em dupla com Jaqueline ganhou a primeira medalha olímpica em um esporte feminino para o Brasil, o ouro, no vôlei de praia, nos Jogos de Atlanta/1996, já fez comentários para a TV durante o Pan-Americano do Rio, no ano passado, em etapas do Circuito Mundial e em jogos de exibição. Ela busca o aperfeiçoamento como comentarista, o acerto na equação que tem elementos como ser clara, explicar tudo rapidinho, e ser o diferencial, sem querer roubar o espaço que é do narrador.

“Acho que minha principal facilidade é comentar sobre algo que eu gosto muito e conheço bem, que é o vôlei de praia. E a maior dificuldade é driblar o tempo, passar a informação rapidinho. E não esquecer que a função do comentarista é chamar a atenção para detalhes importantes que não cabem ao narrador”, resume Sandra. A jogadora disse que também se preocupa com a linguagem. Tenta se fazer entender pelo grande público, sem usar termos típicos da praia como ‘espetada’ ou ‘envergadura’.

Danielle Zangrando, de 28 anos, que também é jornalista, já atuou como comentarista nos Jogos Olímpicos de Sydney/2000 e no Pan-Americano de Santo Domingo/2003, pelo SporTV, e no Circuito Brasil Olímpico, pela Bandsports. “Eu gosto do judô, convivo com o esporte há 23 anos e isso me ajuda na hora dos comentários”, observou. Para Danielle, que até procurou a ajuda de uma fonoaudióloga para suavizar um pouco a voz grave, disse que o maior desafio é analisar os colegas. “Ainda sou atleta e sei o quanto é difícil chegar numa Olimpíada.” Danielle tenta não fazer críticas pessoais, mas se limitar aos comentários sobre os combates e o esporte.


Sandra e Leila

Danielle Zangrando

Daniel Hernandes