Brasil conquista suas duas primeiras medalhas no judô

*Danielle Zangrando

Olá amigos internautas.

Eu participei de uma jornada histórica para o judô brasileiro.Fiquei mais de 30 horas no ar, na madrugada e durante grande parte do dia de segunda-feira, por causa das transmissões da TV Globo e do SporTV (atuo como comentarista), acompanhando o judô. Mas valeu muito a pena!

Na categoria leve, o Brasil ganhou duas medalhas de bronze. Leandro Guilheiro conquistou sua segunda medalha olímpica de bronze, repetindo o pódio dos Jogos de Atenas/2004 e igualando-se ao ídolo Aurélio Miguel que tem duas medalhas olímpicas (ouro em Seul/1988 e bronze em Atenas/1996).

Mas me emocionei muito com Ketlyn Quadros. Ela foi bem longe. No mesmo dia bateu três recordes. O mais importante: foi a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha num esporte individual em Olimpíada. Foi a primeira medalhista nos Jogos de Pequim. E ainda, a primeira mulher do judô a ganhar uma medalha.

O judô feminino estreou nos Jogos Olímpicos de Seul/1988 como esporte de exibição – não valia medalha. Em Barcelona/1992, já integrado ao programa olímpico, passou a valer medalhas. E desde então, o Brasil ainda não tinha ganho a sua. Ketleyn foi brilhante! Fez uma participação irretocável, com muita determinação, maturidade e um vigor físico invejável.

Na primeira luta venceu a coreana Sin-Young Kang por yuko.Na luta senguinte perdeu, por koka, para a holandesa Deborah Gravestin, que acabou ganhando a prata olímpica.Na repescagem, teve uma parada duríssima. Venceu a campeã olímpica Isabel Fernadez no golden score (prorrogação) por shido (punição).Na quarta luta, venceu a japonesa Aiko Sato, medalha de bronze no Mundial de 2007, garantindo vaga para disputar a medalha de bronze. Na briga pelo bronze fez mais uma luta emocionante, com a australiana Maria Pekli que, na verdade, é naturalizada húngara.A vitória veio com um ippon (o golpe perfeito) no golden score.

Ketleyn foi a escolhida para concretizar o sonho de todas as judocas que representaram o Brasil nos últimos anos.O mérito da conquista é todo seu, mas sem dúvidas todas contrubuíram um pouco para esse resultado inédito.Principalmente a técnica Rosicléia Campos que tanto batalhou para o reconhecimento do judô feminino.Que a conquista de Ketleyn, da mesma categoria em que eu luto, sirva de inspiração para as outras judocas brasileiras que ainda irão lutar em Pequim. E no futuro também.

Vamos equipe!!!

Danielle Zangrando

Danielle Zangrando, de 28 anos, é judoca da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Já disputou Olimpíada e sabe a sensação. Desta vez, estará aqui no Brasil como comentarista da Globo e do SporTV. Danielle confessa seu amor ao esporte e ao judô.

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