Judô tem tradição olímpica

*Danielle Zangrando

Olá pessoal!

A partir deste sábado, 9 de agosto, vamos acompanhar as disputas na Olimpíada de Pequim. Os melhores atletas do mundo estarão reunidos para a realização de um sonho que poucos vão alcançar: as medalhas. Vou acompanhar tudo de pertinho, especialmente o judô. Amo o esporte – ainda sou atleta – e vou ser comentarista da Globo nas madrugadas. À tarde estarei nos programas do SporTV.

Queria dizer que o judô tem tradição olímpica. Juntamente com o iatismo e o atletismo sempre traz medalhas para o Brasil. Foram 12, desde 1972, e há seis olimpíadas consecutivas.

O judô é dividido por categorias de peso, são sete no feminino e sete no masculino.

Comecei a lutar com cinco anos, uma época em que não havia mulheres na academia. Eu ia aos treinos do meu irmão. Ficava fora, imitando. Um dia, o sensei (professor) me chamou para a aula. Meu pai achou que eu ia apanhar bastante e desistir rapidinho. Mas isso não aconteceu.

Fui precoce. Aos 13 anos fiz minha primeira viagem internacional. Aos 15, fui a primeira mulher a conquistar uma medalha em mundial para o Brasil (bronze). E aos 16 era a atleta mais jovem do Brasil na Olimpíada de Atlanta/96.

Não tive uma adolescência normal. Era regrada, não ia às festinhas, ao shopping. Mas não me arrependo porque o esporte me trouxe coisas bem positivas. Conheci culturas diferentes, fiz amizades, aprendi. Faria tudo de novo!

Mas sem o apoio da minha família e de patrocinadores como o Banco Cruzeiro do Sul seria impossível. O atleta depende de apoio para obter resultados. Os fãs também fazem parte das conquistas.

Como todo mundo que gosta de esportes, apesar do horário contra, tentarei ver todos os esportes. Vamos torcer juntos!

Danielle Zangrando, de 28 anos, é judoca da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Já disputou Olimpíada e sabe a sensação. Desta vez, estará aqui no Brasil como comentarista da Globo e do SporTV. Danielle confessa seu amor ao esporte e ao judô.

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