Archive for agosto \25\UTC 2008

Ana Paula faz planos

25, agosto, 2008

Jogadora do Banco Cruzeiro do Sul rejeita aposentadoria e espera dar seqüência à parceria de sucesso com Shelda

São Paulo – A jogadora de vôlei de praia Ana Paula, após a quinta colocação nos Jogos de Pequim, sua quarta participação olímpica, planeja o futuro. Aos 36 anos, a atleta do Banco Cruzeiro do Sul garante que não pensa em aposentadoria e se prepara para seguir lutando pelo título do Circuito Mundial. Ana Paula voltou aos treinos nesta segunda-feira, na Praia do Leme, no Rio de Janeiro.

“Este ano está sendo muito positivo. Tive a oportunidade de disputar mais uma Olimpíada, ao substituir a Juliana e fazer dupla com a Larissa. Além disso, consegui ótimos resultados com a Shelda e espero jogar muito tempo ao lado dela”, comentou Ana Paula.

A parceria com Shelda começou no final do ano passado. Em 2008, as duas conquistaram a medalha de ouro em Klagenfurt, na Áustria, em Gstaad, na Suíça, e em Stare Jablonki, na Polônia, de prata em Seul, na Coréia do Sul, de bronze em Adelaide, na Austrália, e o quarto lugar em Xangai, na China, e em Stavanger, na Noruega.

Os bons resultados colocaram a dupla na liderança do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, com 6.200 pontos – 1.400 a mais que as segundas colocadas, as compatriotas Renata/Talita.“Esse desempenho mostra que acertamos na parceria. É uma pena que essa união só tenha ocorrido recentemente. A Shelda é uma excelente jogadora e uma grande amiga”, disse Ana Paula.

Ana Paula e Shelda disputam agora a etapa da Polônia, em Myslowice, do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, de 2 a 7 de setembro.

Apesar do desejo em dar continuidade à dupla, Ana Paula ainda não sabe se poderá contar com a parceira em 2009.Com 35 anos, Shelda pode se aposentar no fim de 2008. “Estou tentando convencer a Shelda a jogar pelo menos por mais um ano. Em 2009 teremos o Mundial, na Noruega, e seria muito bom continuar ao lado dela. Essa definição só deve ocorrer no final deste ano. Tive convites para jogar na liga norte-americana, mas minha prioridade é a Shelda”, comentou Ana Paula.

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Emoções como essas agora…Só em Londres/2012

25, agosto, 2008

*Danielle Zangrando

 

Para o Brasil os Jogos Olímpicos de Pequim terminaram com o sabor amargo da derrota do vôlei masculino para os Estados Unidos. O time brasileiro não intimidou os americanos e venceu praticamente com um único jogador. Stanley foi o algoz do Brasil. O time de Bernadinho não teve aquela atuação exemplar que o consagrou nesses últimos quatro anos e a derrota foi inevitável, mas foram guerreiros e lutaram até o final com dignidade.

 

O Brasil ficou em 23.° lugar no quadro de medalhas com 15 medalhas no total. Não foi uma participação excepcional até porque conquistamos apenas três medalhas de ouro, duas a menos que nos Jogos de Atenas/2004. Mas Olimpíada é assim mesmo.

 

O que me surpreendeu foi que as nossas maiores esperanças de pódio, atletas que tinham no currículo medalhas olímpicas, mundiais e pan-americanas, não tiverem o desempenho esperado por todos nós: futebol masculino, Rodrigo Pessoa (hipismo), Jadel Gregório (atletismo), Marilson do Santos (atletismo), Diego Hypólito (ginástica artística), Ricardo Winick, o Bimba (iatismo), João Derly (judô), Luciano Corrêa (judô) e Thiago Pereira (natação).

 

Sei que saíram de Pequim sem nenhuma medalha, mas de cabeça erguida porque fizeram o melhor que podiam. Em uma competição deste nível favoritismo só serve para colocar uma pressão muito grande sobre o atleta. Acredito que tudo o que passaram valeu como experiência e motivação para os Jogos de Londres/2012.

 

Mas no balanço da Olimpíada o que se destaca são as mulheres. Elas foram bem e escreveram um capítulo à parte em Pequim. Quebraram tabus, fizeram história em várias modalidades. Começando com o bronze de Ketleyn Quadros, que conquistou a primeira medalha olímpica para o judô feminino brasileiro. Depois com o bronze das velejadoras Fernanda Oliveira e Isabel Swan, que também foi a primeira medalha das mulheres na vela. Assim como o bronze, também histórico, de Natália Falavigna, no taekwondo.

 

E as meninas do futebol feminino mostraram mais uma vez que formam o segundo melhor time do mundo, apesar da falta de apoio. Exibiram talento puro e garra ao conquista r a segundo medalha olímpica de prata. Choraram porque sabiam que poderia ter conquistado o ouro. Mas ter duas medalhas de prata não é o que se pode chamar de fracasso.

 

A saltadora Maurren Maggi foi a primeira mulher a conquistar uma medalha de ouro em esportes individuais. Maurren teve a honra de ser campeã olímpica. Assim como as meninas do vôlei, também pela primeira na vez na história. Podem encher a boca para dizer: “Eu sou campeã olímpica”. “Fala de novo campeã olímpica”, pediu Maurren a uma repórter. “Que chique!. Eu gosto de ouvir campeã olímpica”, justificou.

 

Parabéns mulheres guerreiras e superpoderosas! Atletas, filhas, esposas, mães, donas de casa…Valeu mulheres brasileiras de ouro!!!

 

Danielle Zangrando

Danielle Zangrando, de 28 anos, é judoca da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Já disputou Olimpíada e sabe a sensação. Desta vez, estará aqui no Brasil como comentarista da Globo e do SporTV. Danielle confessa seu amor ao esporte e ao judô.

Essas mulheres guerreiras do Brasil…

22, agosto, 2008

*Danielle Zangrando

Que demais a medalha de ouro da Maurren Maggi, no atletismo. Foi a primeira medalha de ouro do atletismo feminino. E mais que isso: o ouro individual inédito ganho por uma mulher em toda a história olímpica do Brasil. Demais Maurren! E desta o talento contou com a sorte: fomos nós que ganhamos por um centímetro. A Maurren saltou 7,04 metros contra 7,03 metros da russa Tatyana Lebedeva.

E logo a Maurren, uma guerreira nas pistas e na vida. Cumpriu suspensão por doping por dois anos – usou uma pomada que continha uma substância proibida numa sessão de depilação e pagou por isso. Teve uma filha, a Sophia, mas voltou do zero, sentindo dores quando tinha de treinar, reflexo do tempo parado. Mas foi à luta. Não desistiu. Treinou e treinou. E aí estão as medalhas para mostrar que vale a pena acreditar. Venceu o Pan do Rio e agora traz o ouro olímpico. “O Brasil acreditou em mim”, disse Maurren. “E pela Sophia que estou aqui”, homenageou a filha.

A Olimpíada está no fim. E um balanço prévio deixa claro que as mulheres do Brasil tiveram passagem marcante por Pequim. Foi uma quinta-feira arrasadora, com a seleção brasileira feminina de vôlei se impondo com bravura diante das campeãs olímpicas e donas da casa, a China, por 3 sets a 0. Jogo vencido com muita personalidade das jogadoras e inteligência tática do técnico José Roberto Guimarães.

E teve a incrível atuação da ponteira Mari, que enfim se libertou do peso ­que pairava desde Atenas/2004, quando tinha 19 anos – foi crucificada naquela histórica derrota diante da Rússia, na semifinal. Injustiça! Mas ela soube ter paciência e dar a volta por cima, ao lado de Paula Pequeno, Fofão, Sheilla e cia. Elas calaram um ginásio com 18 mil torcedores chineses.

No gramado do Estádio dos Trabalhadores, em Pequim, outras guerreiras brasileiras lutaram pela vitória no futebol diante dos Estados Unidos. Foi preciso mais de 90 minutos para decidir quem levaria a medalha de ouro para casa. Infelizmente, na prorrogação, as americanas venceram o jogo por 1 a 0 para levarem o tricampeonato olímpico. Mas as brasileiras jogaram com garra e perderam para um time com a disciplina tática exemplar, que caracteriza as equipes americanas de esportes coletivos.

Fica registrado meu apoio e admiração por mais uma medalha de prata conquistada pelo futebol feminino. O esporte nunca recebeu o apoio e o respeito que merece da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), enquanto o masculino tem todas as regalias.

Mesmo no dia das mulheres, vale o registro para um homem que tem estrela: Robert Scheidt. Nas águas de Qingdao, os ventos mais fortes fizeram da última regata uma disputa emocionante. A dupla brasileira da classe Star, Robert Scheidt e Bruno Prada, conquistaram a medalha de prata. Scheidt somou mais uma medalha aos dois ouros (Atlanta/1996 e Atenas/2004) e uma prata (Sydney/2000) que já tinha, na classe Laser.

Scheidt é um dos atletas olímpicos de maior destaque no Brasil. Igualou Gustavo Borges no número de medalhas olímpicas, com 4, e só fica atrás de um outro iatista mais velho que ele, Torben Grael, que tem 5.

Quem não conhece o iatista não imagina o quanto é determinado. E dedicado. Na Olimpíada de Atenas Scheidt saia pedalando às cinco da manhã, antes de ir para os treinos solitários em seu barco, cena de dedicação extrema. Parabéns Scheidt! Você é exemplo a ser seguido e um ídolo do qual o Brasil se orgulha.

Não posso deixar de registrar a participação de Nivalter dos Santos, da Baixada Santista, onde vivo, jovem de apenas 20 anos e pouco mais de três na canoagem. Foi o único representante do Brasil na canoa, ficou em 7º na semifinal, mas trará a experiência de Pequim. Tem talento e vigor físico para ir a outros Jogos. Parabéns ao Nivalter e ao técnico Pedro Senna pelo excelente trabalho!

Danielle Zangrando

Danielle Zangrando, de 28 anos, é judoca da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Já disputou Olimpíada e sabe a sensação. Desta vez, estará aqui no Brasil como comentarista da Globo e do SporTV. Danielle confessa seu amor ao esporte e ao judô.

Disputas verde e amarela

21, agosto, 2008

*Danielle Zangrando

O País do futebol se rendeu ao talento e competência do “gigante” nadador brasileiro e campeão olímpico nos 50m César Cielo. Gigante na humildade, força de vontade, determinação e sensibilidade que transformaram o garoto que abriu mão do aconchego da família para morar sozinho nos EUA e investir no sonho olímpico. Me emocionei ao ver a festa na cidade de São Paulo que nem se importou em parar o trânsito para aplaudir o primeiro medalhista de ouro na história da natação brasileira. Valeu Cesão você é ouro!!!

Tenho acompanhado tudo, na medida do possível, e confesso que depois que vi uma matéria na TV, na véspera do jogo entre as duplas brasileiras de vôlei de praia Márcio e Fábio Luiz indo as compras no mercado chinês enquanto Ricardo e Emanuel, atuais campeões olímpicos em Atenas 2004, treinavam freneticamente achei que a vitória seria obviamente da dupla dourada.

Mas por mais óbvio que parecesse, a magia que envolve os Jogos Olímpicos faz qualquer favoritismo ir por água abaixo. E foi exatamente o que aconteceu, Márcio e Fábio Luiz fizeram o improvável e venceram. Mais do que isso convenceram de que a medalha de ouro olímpica pode continuar com uma dupla brasileira que fez uma partida taticamente perfeita.

Outra disputa verde e amarela foi protagonizada por Ana Marcela Cunha e Poliana Okimoto, na maratona aquática (ficaram em 5.° e 7.° lugar, respectivamente). Foi uma disputa acirrada e acredito que a experiência das européias fez a diferença. Mas as brasileiras fizeram um resultado muito positivo.

Por ser uma modalidade estreante na olimpíada, a tendência é o crescimento natural das nadadoras brasileiras junto com o esporte. Não tenho dúvida de que em Londres/2012 elas trarão alegrias para o Brasil, como já fizeram, no ano passado, com a conquista da medalha de prata no Mundial por Poliana Okimoto e a liderança do ranking da Federação Internacional de Natação (Fina) por Ana Marcela Cunha, de apenas 16 anos. Valeu meninas, vocês brilharam!!!

E depois da derrota para a Rússia o time de vôlei masculino comandado por Bernadinho parece que acordou e voltou a mostrar porque é considerado o melhor do mundo. Passou fácil pelo fraco time da China por 3 a 0 e está na semifinal.

Nossa torcida. Continua!

Danielle Zangrando

Danielle Zangrando, de 28 anos, é judoca da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Já disputou Olimpíada e sabe a sensação. Desta vez, estará aqui no Brasil como comentarista da Globo e do SporTV. Danielle confessa seu amor ao esporte e ao judô.

Que medalha linda a do Cielo, na natação!

20, agosto, 2008

*Bia e Branca

Oi amigos do blog!

Para a nossa felicidade, novamente iniciamos um post comemorando uma conquista do César Cielo. Fomos à loucura com a vitória dele nos 50 metros nado livre. Ficamos emocionadíssimas, assim como todo o Brasil.

Para alguns, essa conquista foi uma surpresa. Como ele nada fora do País, seus resultados são pouco conhecidos do grande público. Mas o César já vinha conquistando marcas expressivas há algum tempo e o pessoal do meio aquático sabia muito bem das reais chances que ele tinha.

Também ficamos felizes com o resultado do Thiago Pereira. Apesar de não ter trazido uma medalha, conseguiu melhorar seu próprio tempo nos 200m medley. O problema é que desta vez ele enfrentou adversários fortíssimos da seleção dos Estados Unidos, ao contrário dos Jogos Pan-americanos.

Se a natação nos trouxe muita felicidade, não podemos dizer o mesmo da ginástica artística. Ficamos bem tristes pelo que aconteceu com o Diego Hypólito, na prova de solo. Mas essas coisas acontecem, nem sempre é o seu dia. Ele é um excelente atleta e com uma cabeça muito boa.

Já no nado sincronizado, ficamos indignadas com o resultado do dueto brasileiro, formado pela Lara Teixeira e a Nayara Figueira. As meninas foram injustiçadas, pois tiveram performance melhor do que a de muitos outros conjuntos. Não passaram à final por questões políticas. Sem dúvida, o que fez a diferença foi a tradição de outros países, o que, infelizmente, é o critério número um dos árbitros.

Uma feliz surpresa desta semana olímpica foi a conquista da vela feminina, com a medalha de bronze de Fernanda Oliveira e Isabel Swan, na classe 470. Foi muito legal ver mais mulheres rompendo barreiras no esporte brasileiro.

Continuaremos torcendo por medalhas. Nesta semana, temos boas condições de subirmos ao pódio na vela, vôlei de praia e de quadra, futebol feminino, salto em distância, salto triplo…

Estamos acompanhando tudo de perto, praticamente trocamos de fuso horário!

Boa sorte a todos os brasileiros

Beijos

Bia e Branca

Bia e Branca – As gêmeas, de 20 anos, são integrantes da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Formam um dueto harmonioso no nado sincronizado brasileiro.

O jeito é engolir outro fracasso do futebol

20, agosto, 2008

*Danielle Zangrando

 

No duelo sul-americano do futebol entre Brasil e Argentina, a presença de um ilustre espectador, bem assíduo nesses confrontos, Diego Maradona, fazia jus à importância daquela partida. Desta vez ele foi o pé-quente e viu a Argentina golear o Brasil por 3 a 0. Pena que o nosso rei Pelé, que tem fama de pé-quente, não estava no estádio. Como na Copa do Mundo de 2006, o Brasil apresentou um futebol sem brilho e acima de tudo sem garra de campeão.

 

Uma performance aquém da esperada da equipe do técnico Dunga, que agora fica na corda bamba, já que futebol depende de resultados – está cada vez mais difícil manter o seu cargo de treinador para a Copa do Mundo de 2010. Só nos resta torcer pela equipe feminina de futebol conseguir superar os Estados Unidos, atual campeão olímpico, para disfarçar o vexame da equipe masculina que disputará o bronze.

 

Já a seleção de vôlei feminino, comandada por José Roberto Guimarães, está ‘voando’. Não perdeu nenhum set e parece imbatível. Venceu o Japão por 3 a 0 e está na semifinal contra China, atual campeã olímpica – aí vai ser jogo duro!

 

A expectativa é de que o time brasileiro supere a desilusão de Atenas/2004, quando perdeu a final (no tie-break, para a Rússia após estar vencendo por 2 a 1 e o quarto set por 24 a 19), e conquiste mais uma medalha olímpica. As meninas já têm o bronze, conquistados nos Jogos de Atlanta/1996 e de Sydney/2000, sob o comando do técnico Bernadinho.

 

E se depender da vontade da equipe e da última atuação no Grand Prix a medalha será dourada! Torcemos para isso.

 

As saltadoras em distância Maurren Maggi e Keila Costa se classificaram para a final com as marcas de 6,79m e 6,62m, respectivamente. A grande surpresa foi a eliminação da portuguesa Naide Gomes, atual campeã mundial indoor, com a marca de 7,12m. Teoricamente, a eliminação de Naide facilita a vida das brasileiras. Continuamos na torcida!

 

Renata e Talita perderam para as americanas Walsh e May na semifinal do vôlei de praia e disputarão o bronze contra a dupla chinesa Xue e Zhang Xi. Olha nós na torcida outra vez.

 

Bom, acho que uma noite de sono regular de novo só depois de domingo, quando acabam os Jogos da China. Até então, seguimos na torcida.

 

Danielle Zangrando

Danielle Zangrando, de 28 anos, é judoca da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Já disputou Olimpíada e sabe a sensação. Desta vez, estará aqui no Brasil como comentarista da Globo e do SporTV. Danielle confessa seu amor ao esporte e ao judô.

Olimpíadas têm dessas coisas! É cada uma…

19, agosto, 2008

*Danielle Zangrando

Quando comentamos sobre os principais acontecimentos dos Jogos Olímpicos de Pequim percebemos que numa competição dessa grandeza tudo pode acontecer, para o bem ou para o mal. E que, por mais que se treine e esteja preparado, o atleta pode enfrentar circunstâncias absolutamente inesperadas. E o público acompanha e aprende. Assim, como todos conheceram o cavalo Baloubet do Rouet, que refugou nos Jogos de Sydney, e foi ouro em Atenas, agora todo mundo sabe que o salto com vara precisa de equipamento personalizado e especial.

Em Qingdao, os ventos sopraram a favor da dupla Fernanda Oliveira e Isabel Swan, na classe 470 do iatismo, no início da última semana dessa Olimpíada. As velejadoras ganharam a primeira medalha da vela feminina na história para o Brasil. E, agora, com 15 medalhas, a vela se igualou ao judô. São os esportes olímpicos com mais medalhas.

Em Shangai, show do futebol feminino, dia de glória para Marta e cia, contra a Alemanha: 4 a 1. Um jogo memorável (gols da capitã Prinz, para a Alemanha, de Formiga, Cristiane, com 2, e Marta, para o Brasil). É torcer pelo ouro num Brasil x Estados Unidos.

Foi uma jornada que ainda teve a vitória das duplas de vôlei de praia – Márcio e Fábio Luiz, Ricardo e Emanuel.

Parecia que tudo vinha para apagar os problemas da véspera, quando Diego Hypólito caiu no último movimento de uma difícil acrobacia, no fim de uma apresentação quase perfeita. Que ficou marcado pela queda da Jade, no salto sobre a mesa, e as saídas de Daiane dos Santos das linhas, no aparelho solo.

As vitórias acabaram ofuscadas por um drama inusitado: sumiu uma das dez varas usadas pela brasileira Fabiana Murer. Ela estava entre as favoritas (tinha a terceira melhor marca do mundo, com 4,80m), na acrobática prova do salto com vara.Com o sumiço de uma das varas, fundamental para que ela ultrapassasse 4,55m, Fabiana se deixou dominar pelo nervosismo. Dispensou a altura e passou a tentar outros saltos, com o sarrafo elevado à 4,65m, altura para a qual tinha vara adequada. Errou nas três tentativas a que tinha direito.

Na mesma prova, a russa Yelena Isinbayeva conquistou o bicampeonato olímpico, com novo recorde mundial: 5,05m. Uma mulher de gelo antes de cada salto que consegue relaxar, deitada no chão com a cabeça coberta, durante a competição e esbanja simpatia. 

A organização do evento não achou a vara de Fabiana. Mais tarde o técnico Elson Miranda descobriu que a vara estava num depósito, na Vila Olímpica, junto com o equipamento de outras competidoras já eliminadas. Os organizadores pediram desculpas, mas… Nada adiantou. Um caso lamentável que ficará marcado para sempre na nossa memória de uma forma negativa. Tiraram o sonho de uma atleta de conquistar uma medalha olímpica, da pior forma possível.

Fabiana, a sua frustração também é nossa indignação. Força!

Danielle Zangrando

Danielle Zangrando, de 28 anos, é judoca da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Já disputou Olimpíada e sabe a sensação. Desta vez, estará aqui no Brasil como comentarista da Globo e do SporTV. Danielle confessa seu amor ao esporte e ao judô.

 

 

 

A Saga de comentarista nas madrugadas

15, agosto, 2008

*Danielle Zangrando

Foram longas madrugadas, de emoção, tristeza e alegrias.Mas acima de tudo bom-humor das pessoas que formam a equipe da TV Globo. Os intervalos eram preenchidos com divertidíssimos ‘causos’ futebolísticos contados por Kléber Machado e Luiz Roberto.

Kléber, um dos melhores narradores do Brasil, já entendia tudo de judô e passava muita emoção durante as lutas. Mesmo diante da responsabilidade, com diretores falando no seu ouvido, estava sempre atento aos combates. Deixava todo mundo à vontade, como se estivéssemos numa conversa entre amigos.

O simpático e talentoso Luiz Roberto está sempre muito animado e disposto a narrar qualquer modalidade a qualquer hora. Protagonizou, inclusive, um momento engraçado, durante as provas de ginástica artística. A comentarista Andrea João, disse, no ar, que ia pegar na sua mão para tranqüilizá-la.O episódio foi parar em coluna de jornal.

Já o mineiro Rogério Corrêa era só concentração nas suas anotações. Muito estudioso e prestativo, é praticamente uma enciclopédia olímpica ambulante. O seu xará e campeão olímpico em Barcelona/1992,Rogério Sampaio, foi também campeão nos comentários precisos e pertinentes. Mas campeão mesmo era o sono no meio da madrugada. Sentado, tirava um cochilo no meio de todo mundo.

Sandra Pires, campeã olímpica de vôlei, sempre na dela, é muito educada. Leila, a musa do vôlei de praia, e vice-campeã olímpica em Sydney (também atletas da equipe do Banco Cruzeiro do Sul), estava sempre com a cabeça na disputa do maridão Emanuel, no vôlei de praia. Mas também ligada no judô – até levou um wazari da luminária que estava no seu caminho.

A rainha Hortência… Chegava nas madrugadas, com muita energia e personalidade deixando todos ligadíssimos para as provas que viriam.

De manhã, era a hora dos craques do futebol que esbanjavam simpatia, entre eles o Rei de Roma, Paulo Roberto Falcão, Caio (ex- volante do Santos) e o árbitro Arnaldo César Coelho.

Para mim, foi uma honra e um prazer trabalhar com essas feras, um aprendizado para minha carreira de jornalista.Quero aproveitar e agradecer o carinho e o apoio de todos.

E a vocês, leitores, que acompanharam minha jornada diariamente neste blog.

Boa Olimpíada! Os jogos seguem até o dia 24!

Danielle Zangrando

Danielle Zangrando, de 28 anos, é judoca da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Já disputou Olimpíada e sabe a sensação. Desta vez, estará aqui no Brasil como comentarista da Globo e do SporTV. Danielle confessa seu amor ao esporte e ao judô.

Nossa torcida pelo nado sincronizado do Brasil

15, agosto, 2008

*Bia e Branca

Olá amigos do blog!

Não podíamos estar mais felizes ao escrevermos este post.

Estávamos grudadas na televisão e vibramos muito com a medalha de bronze conquistada pelo brasileiro César Cielo nos 100 metros livres da natação. A prova mais nobre da natação teve brasileiro no pódio!

Ficamos emocionadíssimas. Essa medalha representa muito para o esporte olímpico do País e mostra que os jovens da natação brasileira têm um futuro muito promissor! Temos certeza de que mais medalhas virão.

Também ficamos felizes com o resultado da nossa amiga Gabriela Silva. Ela tem apenas 19 anos e já conseguiu chegar a uma final olímpica nos 100 metros borboleta. Mais uma prova da força desta geração de nadadores.

É claro que, como fãs da natação, não poderíamos deixar de assistir e comentar sobre Michael Phelps. Ele é realmente incrível. É sem dúvida o maior atleta da história olímpica. Ele conquistará as oito medalhas de ouro (todas com recorde mundial) e baterá o recorde de Mark Spitz. Apostamos nisso. Precisamos dizer mais?

Além de agradar pelas competições incríveis e provas emocionantes, a natação chamou a atenção neste início de Olimpíadas por outro motivo: tem vários atletas gatinhos! E eles ficam ainda mais bonitos porque, como não podem deixar crescer barba ou pêlos, tem cara de bebês.

Estamos grudadas na televisão durante toda a madrugada. Já acompanhamos a ginástica artística, vôlei de praia e de quadra, esgrima, judô, futebol… É tanta coisa para assistir que estamos dormindo pouquíssimo. Parecemos zumbis durante o dia, por causa do sono.

Vamos continuar torcendo por todos os brasileiros que estão lá em Pequim, ansiosas pelo início das competições de nado sincronizado e ginástica rítmica.

Que venham mais medalhas!

Beijos a todos

Bia e Branca

Bia e Branca – As gêmeas, de 20 anos, são integrantes da equipe do Banco Cruzeiro do Sul. Formam um dueto harmonioso no nado sincronizado brasileiro.

Na torcida, pelo hipismo e a ginástica

15, agosto, 2008

*Karina Ferraciolli

Olá amigos do blog!

Como todo mundo que gosta de esportes estou ansiosa para o início da Olimpíada de Pequim (dia 8). Apesar do horário contra, madrugada aqui no Brasil, tentarei ver todos os esportes.

Claro que não perderei o hipismo. Estarei grudada na telinha, acompanhando alguns dos meus ídolos, como o Rodrigo Pessoa (atual campeão olímpico) e o Bernardo Alves, nos saltos.

O hipismo não tem gol, mas pode ser bem emocionante. O pessoal até acompanha elevando os ombros, como se quisesse saltar com os cavalos, a cada obstáculo. Os mais velhos lembram e os vídeos registraram o sucesso do cavalo Baloubet du Rouet. Em Sydney/2000 ele refugou e perdeu o ouro. Em Atenas, recompensou e levou a prata (depois virou ouro por causa do doping do cavalo do irlandês Sean O’Connor). Quem não se lembra do Baloubet?

Também vou acompanhar a ginástica, o Diego Hypólito e a Jade Barbosa.

Essa Olimpíada tem tudo para ser sensacional. Vou torcer por todos os brasileiros que estiverem lá do outro lado do mundo.

Boa sorte a todos!

Karina Ferraciolli

Karina Ferraciolli Bezerra, que fará 15 anos no dia 25, é uma jovem atleta do hipismo, nos saltos. Integra a equipe do Banco Cruzeiro do Sul e mandou uma mensagem dizendo que vai ficar ligada na Olimpíada.